Que a IA não me ouça!
Que a máquina ( IA) não me ouça.
Que a máquina não me ouça.
A máquina moderna e inteligente,
com sua boca gigante,
devora o passado dos conhecimentos humanos,
mastiga-o junto com a produção contemporânea
e vomita milhares de cópias na nossa cara.
O que acabo de falar
e de colocar à disposição da máquina inteligente
será mastigado com o passado, saturado
e desidratado até perder o sentido,
por ser apenas um grão de areia que não se distingue
de outros milhões de grãos de areia.
Que a máquina não me ouça!
Aqui, sem máquinas inteligentes para propagar ou assimilar
o que digo — para aqueles que sabem que o caminho
nesta era é o da exclusividade,
sem máquinas inteligentes por perto —, precisamos criar um clube de humanos.
Humanos que possam se deleitar com a exclusividade
de conhecimentos, filosofias e músicas
que não caiam na boca da máquina
que mastiga o passado e o presente do conhecimento,
transformando-os em uma massa fecal tão abundante que já não diz nada!
Um clube de exclusividade, clandestinidade,
sociedade secreta, marginalidade: é o que o futuro pede.
Criações que não caíram na boca da máquina inteligente
que engole, rumina e regurgita tudo na infinita rede de computadores.
Presença, consciência,
conhecimento com presença e energia humana.
A exclusividade e o mérito de escutar
o que a máquina não escutou e não pode digerir, ruminar e vomitar.
A exclusividade é um privilégio para os do clube dos privilegiados.
A máquina já assimilou, já ouviu e logo regurgitará esse poema.
O valor será intrínseco e em si mesmo.
JNunes
JOSE NUNES PEREIRA
Enviado por JOSE NUNES PEREIRA em 19/10/2026
Alterado em 20/10/2026